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🔬 Mário Tyago Murakami, do CNPEM, investiga como a biodiversidade pode ajudar a “desmontar” resíduos agrícolas e impulsionar biorrefinarias.

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Do intestino da capivara aos genomas de microrganismos: o cientista Mário Tyago Murakami busca enzimas capazes de quebrar celulose e transformar resíduos agrícolas em combustível. 🔬🌱🧵

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A celulose é o principal componente estrutural das plantas — presente em palha, bagaço e outros resíduos. Ela é abundante, mas muito resistente: suas fibras formam uma espécie de “armadura” molecular difícil de desmontar.

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É aí que entram as enzimas: proteínas que aceleram reações químicas. Certas enzimas produzidas por microrganismos conseguem cortar a celulose em açúcares menores, que depois podem ser fermentados para gerar biocombustíveis e outros produtos.

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Esse processo é uma peça-chave das biorrefinarias: instalações que aproveitam biomassa para produzir energia, materiais e moléculas de interesse. A ideia é extrair mais valor de resíduos que muitas vezes têm uso limitado.

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Murakami dirige o Laboratório Nacional de Biorrenováveis, do CNPEM, em Campinas. Seu grupo explora a biodiversidade brasileira em busca dessas ferramentas biológicas — e alguns achados já embasam tecnologia próxima da aplicação industrial.

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A trajetória ajuda a explicar o apelido de “roedor de osso”: ele começou na escola pública, correu para reduzir defasagens ao mudar de colégio e trocou uma perspectiva estável na universidade por um contrato CLT no CNPEM, em 2008.

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Vencedor do Prêmio FCW de Ciência 2026, Murakami defende formar massa crítica para a transição energética. A lição é direta: biodiversidade não é só patrimônio natural — com pesquisa contínua, pode virar conhecimento, tecnologia e alternativas mais sustentáveis.

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