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Resumo em 10 segundos

🧪 Após quase uma década no Serrapilheira, Hugo Aguilaniu deixa um desafio: ciência de ponta exige espaço para errar — e, às vezes, descobrir o impossível.

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“Precisamos nos arriscar mais na ciência.” 🧪🧵 A frase é de Hugo Aguilaniu, geneticista que deixará a direção do Instituto Serrapilheira no fim do ano — e resume um dilema da pesquisa brasileira: como financiar boas ideias que podem dar errado?

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Aguilaniu chegou ao Serrapilheira em 2017 para experimentar outro caminho: menos burocracia, financiamento mais flexível e atenção especial a pesquisadores em início de carreira. A aposta não era só produzir artigos. Era abrir espaço para perguntas difíceis.

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O ponto central é contraintuitivo: um projeto científico realmente ambicioso pode fracassar. E isso não significa desperdício. Significa explorar território desconhecido — onde uma tentativa em muitas pode levar a uma descoberta extraordinária.

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Segundo ele, agências e financiadores ainda têm dificuldade de medir esse risco. É mais fácil aprovar um estudo com resultados previsíveis. Mas, se todos os projetos seguem o roteiro mais seguro, quem banca as ideias que podem mudar o roteiro inteiro?

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Em cerca de uma década, o Serrapilheira apoiou 453 projetos de ciência e divulgação científica, com investimento de R$ 130 milhões. Também destinou aproximadamente R$ 30 milhões a iniciativas de diversidade e inclusão de grupos historicamente invisibilizados.

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Agora, o instituto abriu uma chamada pública para escolher quem sucederá Aguilaniu, com inscrições até 4 de setembro. A transição deixa uma pergunta maior que um cargo: uma ciência capaz de ousar depende de dinheiro — mas também de tolerância coletiva ao erro.

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