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O próximo Parlamento bate um recorde histórico de representação feminina. 📈 Mas a porta de entrada nos partidos ainda é uma das maiores barreiras. 🧵

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O Congresso Nacional terá a maior bancada feminina de sua história: serão 18 senadoras e 109 deputadas federais no próximo ano. É um recorde — e um retrato de uma mudança que demorou décadas para chegar. 👩🏽‍⚖️🧵

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No Senado, mulheres ocuparão 22% das cadeiras. Na Câmara, 21%. Parece pouco diante de uma população majoritariamente feminina, mas representa avanço em relação ao início da atual legislatura: eram 11 senadoras e 91 deputadas, em 2023.

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Há um marco simbólico nessa nova composição: o Distrito Federal será a primeira unidade da Federação com seus três assentos no Senado ocupados por mulheres. Damares Alves terá a companhia de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis.

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A história ajuda a medir o tamanho do caminho. A primeira deputada federal, Carlota Pereira de Queirós, foi eleita em 1933. Ainda em 1987, apenas 26 mulheres tomaram posse na Câmara. No Senado, as primeiras eleitas chegaram somente em 1991.

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Mais mulheres no plenário não significa pensamento único — e nem deveria. Significa mais trajetórias na mesa: mulheres negras, indígenas, trabalhadoras, mães, pessoas LGBT e tantas vivências que ampliam o debate sobre saúde, renda, cuidado e direitos.

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O recorde de 12 mulheres eleitas ao Senado em um só pleito mostra que a disputa mudou. Mas a barreira continua antes da urna: nas estruturas partidárias, na distribuição de recursos, nas candidaturas competitivas e nos espaços de decisão.

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Representação não é um detalhe estatístico. Quem ocupa uma cadeira ajuda a definir quais problemas viram prioridade pública. O próximo Congresso avança em presença feminina; o teste agora será converter esse avanço em participação real de poder.

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