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🌍 A sigla que mudou o mapa econômico completa 25 anos com uma mensagem incômoda: o poder global mudou mais rápido que suas instituições. 🧵

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O criador do termo BRICS, Jim O’Neill, afirma que Índia e China ainda não são levadas a sério o bastante no palco mundial 🌍🧵 A crítica é direta: a economia mudou, mas as instituições e a distribuição de poder seguem muito presas ao velho eixo Ocidente.

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Voltemos a 2001: O’Neill publicou um estudo no Goldman Sachs prevendo que Brasil, Rússia, Índia e China ganhariam enorme peso econômico. Naquele momento, os quatro somavam menos de 10% do PIB global. A sigla BRIC virou referência — e, depois, BRICS.

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O resultado, porém, foi desigual. Desde 2000, o crescimento acumulado por pessoa foi de 554% na China e 246% na Índia, segundo dados citados pela Fulcrum. Nos EUA, foi 45%; na Europa continental, 30%; e no Reino Unido, 29%.

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Por que isso importa? Porque crescimento econômico não é só um número: ele amplia mercados consumidores, capacidade tecnológica, influência diplomática e espaço para financiar infraestrutura, educação e políticas sociais — desde que os ganhos sejam distribuídos de forma mais justa.

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O’Neill diz que o BRICS hoje depende sobretudo dos “ICs”: Índia e China. Para ele, a Índia tem uma janela demográfica de 15 a 20 anos, com potencial para crescer 7% a 8% ao ano. Reformas que criem empregos e reduzam desigualdades seriam decisivas.

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A provocação maior vai além do PIB: organismos como G20, FMI e Banco Mundial ainda refletem muito da ordem criada após a Segunda Guerra. Dar mais voz às economias emergentes não é gentileza — é uma condição para acordos globais mais legítimos e eficazes.

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