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💰 A ONU Mulheres apresentou 10 propostas para transformar igualdade de gênero em política pública — e o ponto decisivo é simples: sem orçamento, direitos ficam no papel.

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A ONU Mulheres lançou 10 propostas para combater desigualdades de gênero às vésperas das eleições — e a história, no fundo, é sobre dinheiro público, prioridades e quem fica sem proteção quando o orçamento encolhe. 💰🧵

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O documento fala de participação política, combate à violência, igualdade salarial, creches e redes de cuidado. São temas diferentes, mas ligados por uma mesma pergunta: haverá recursos permanentes para fazê-los funcionar?

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No Brasil, mulheres são 52,8% do eleitorado. Ainda assim, ocupam 17,2% da Câmara e 18,5% do Senado. Entre as 91 deputadas eleitas em 2022, apenas 29 são negras — menos de 6% da Câmara.

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A ONU propõe metas, prazos e transparência para acompanhar resultados. Também cobra fiscalização das cotas e repasse justo e pontual de recursos eleitorais, especialmente para candidatas negras.

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A lógica é financeira: uma cota sem verba vira promessa vazia. E políticas como prevenir feminicídios, ampliar creches e estruturar cuidados exigem investimento contínuo, não uma ação pontual de campanha.

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Especialistas resumem o desafio: não basta reconhecer o problema. É preciso colocá-lo no planejamento, definir metas e protegê-lo quando chegar a disputa pelo orçamento. Política pública começa no discurso, mas só muda vidas quando vira execução.

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