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Angra 3 parado há anos e o país pagando R$ 800 milhões por ano — uma história de política, confiança e escolhas 🧭🧵

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Angra 3 segue parado por falta de decisão política, diz presidente da Aben ⚖️🧵 — segundo Carlos Seixas, a indefinição custa R$ 800 milhões por ano ao país. Começa aqui uma história de décadas, eclipsada por política e escândalos.

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Voltemos no tempo: a obra começou nos anos 1980, sofreu interrupções e ganhou novo hiato em 2015 após a Lava Jato expor irregularidades. Angra 3 virou símbolo de um passado que muitos pedem para superar — mas as marcas ficaram.

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R$ 800 milhões por ano: não é só número. É investimento que deixa de ir para saúde, educação, energia renovável e infraestrutura. Seixas diz que o problema não é falta de dinheiro, é falta de decisão política. E decisão custa pouco, indecisão custa caro.

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Por que a política emperra? Entre confiança pública abalada, disputas de interesse e medo de novas falhas de governança, a escolha sobre Angra 3 tornou-se mais política que técnica. Transparência e regulação poderiam cortar esse nó.

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Há também uma cidade no meio da história: Angra dos Reis. Trabalhadores, fornecedores locais e comunidades sentem o impacto — empregos adiados, promessas e um debate que deveria incluir segurança, direitos trabalhistas e sustentabilidade.

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E as alternativas? Completar a obra com fiscalização pública forte; reavaliar custos e prazos; ou redirecionar recursos para uma transição energética mais distribuída e limpa. Qualquer caminho exige decisão, regras claras e participação social.

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Reflexão final: R$ 800 milhões por ano é o preço da indecisão. A decisão sobre Angra 3 não é só sobre técnico ou financeiro — é sobre democracia, futuro do trabalho e prioridades públicas. Escolher também é governar.

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