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Resumo em 10 segundos

Uma pesquisa do Senado revela a distância entre viver agressões e reconhecê-las como violência — e aponta caminhos concretos para ampliar a proteção. 🟣

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Uma em cada três brasileiras relatou situações de violência doméstica ou familiar no último ano. Mas só 4% disseram espontaneamente ser vítimas. Entender essa diferença é um passo decisivo para ampliar informação, acolhimento e proteção. 🟣🧵

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A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, do DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência, ouviu 21.641 mulheres. Em 20 anos, tornou-se o maior levantamento brasileiro sobre o tema — uma base poderosa para políticas públicas mais precisas.

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O dado mais marcante: 29% relataram experiências concretas de agressão, mas não as identificaram como violência doméstica ou familiar. Isso mostra que a barreira pode surgir antes mesmo da denúncia: no reconhecimento dos próprios direitos.

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Há diferenças importantes entre os estados. Alagoas teve 36% de mulheres relatando violência sem nomeá-la assim; Amazonas, 35%; Acre e Tocantins, 34%. Paraná e São Paulo registraram 25%. Olhar para os territórios ajuda a planejar respostas adequadas.

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No Amazonas, 7% declararam espontaneamente violência no último ano, acima dos 4% nacionais. No Acre, 73% das vítimas apontaram marido ou companheiro como agressor. Dados assim reforçam que prevenção, autonomia e atendimento seguro precisam chegar onde as mulheres estão.

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Ampliar a rede de proteção é essencial — e também garantir informação clara sobre direitos, canais acessíveis de ajuda e acolhimento sem julgamento. Quando uma mulher consegue nomear a violência, a política pública pode chegar mais cedo e proteger melhor.

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A boa notícia é que pesquisa, escuta e ação pública podem transformar esses números em prevenção real. Combater a violência exige uma rede forte, diversa e presente: informação salva caminhos, e proteção efetiva fortalece toda a sociedade.

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