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Em Visakhapatnam, a promessa de IA, empregos e investimentos encontra cartazes, aquíferos e uma pergunta incômoda: quem paga a conta física da nuvem? 🌊🤖

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Um cartaz em Visakhapatnam resume a tensão: “os dados não se bebem”. 🌊 O Google planeja investir US$ 15 bilhões em seu maior centro de dados fora dos EUA — e a promessa de IA virou debate sobre água, energia e território. 🧵

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A cidade indiana, também chamada de Vizag, foi escolhida por um motivo estratégico: é porta de entrada de cabos submarinos que conectam a Índia a Cingapura. Para a infraestrutura digital, é uma localização quase perfeita.

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O plano é gigantesco: capacidade energética de 1 gigawatt e área equivalente a mais de 340 campos de futebol. Para o governo de Narendra Modi, o projeto ajuda a colocar a Índia no centro da corrida global pela inteligência artificial.

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Mas, enquanto autoridades celebram empregos e receita, moradores enxergam outra conta. Data centers precisam de eletricidade e sistemas de resfriamento; em uma região onde água é recurso sensível, a pergunta é quem terá prioridade quando houver escassez.

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Parte da oposição aponta que uma das áreas previstas fica perto de uma reserva natural e outra, de um aquífero importante. Ambientalistas defendem avaliações independentes dos impactos sociais e ambientais antes que a obra avance.

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A desconfiança também alcança a promessa de trabalho. Megacentros de dados exigem muita construção e operação altamente técnica, mas não necessariamente mantêm milhares de vagas permanentes. Desenvolvimento digital precisa mostrar benefícios locais concretos.

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E o Google não está sozinho: Digital Realty, Reliance e Brookfield preparam outro projeto de US$ 11 bilhões em Vizag para treinar modelos de IA. A nuvem parece invisível na tela — mas, no chão, ela ocupa terra, consome energia e exige escolhas públicas.

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