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Enquanto a internet chega a 90,5% da população, 90 milhões ainda vivem sem coleta de esgoto. O custo dessa desigualdade vai muito além das obras. 💧📉

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O Brasil conectou 90,5% da população à internet, mas ainda deixa cerca de 90 milhões de pessoas sem coleta de esgoto. 💧📉 A conta não é apenas sanitária: é um gargalo econômico que reduz produtividade, eleva gastos públicos e perpetua desigualdades. 🧵

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No debate da Soea, em Aracaju, os dados expuseram o tamanho do atraso: 84,1% têm água tratada, só 56,7% têm coleta de esgoto e apenas 51,8% do esgoto gerado é tratado. Universalizar exige investimento — mas também execução, metas e fiscalização.

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Há outro número que deveria constranger gestores e operadores: 39,5% da água se perde antes de chegar às casas. Investir em redes, medição e manutenção pode ampliar o acesso sem depender apenas de novas captações — uma escolha financeira e ambiental mais eficiente.

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O custo da omissão aparece no orçamento público. Em 2024, doenças ligadas à água causaram cerca de 70 mil internações de crianças de 0 a 4 anos, segundo dados apresentados no painel. Prevenir com saneamento tende a ser mais racional — e humano — do que remediar nos hospitais.

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A desigualdade tem endereço e renda: jovens, pessoas pretas, pardas e indígenas e famílias com renda de até R$ 2.400 estão entre os grupos mais afetados. Tratar a universalização como média nacional esconde quem continua pagando a maior conta pela ausência do serviço.

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Luana Pretto, do Instituto Trata Brasil, reforçou um ponto decisivo: engenharia não pode ser só obra. Projetos precisam de dados, profissionais qualificados e “licença social” — ouvir moradores para evitar soluções caras, inadequadas ou abandonadas depois da inauguração.

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Saneamento é infraestrutura básica, política de saúde e investimento produtivo ao mesmo tempo. Quando quase 40% da água se perde e milhões ficam sem rede, o debate não é se o país pode investir: é quanto custa, todos os dias, adiar esse investimento.

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