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💼 Ao menos R$ 1,1 milhão em campanhas de 2026 foi destinado a empresas dos próprios candidatos, familiares ou parentes contratados diretamente. Entenda o que está em jogo. 🧵

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Campanhas de 2026 já registraram ao menos R$ 1,1 milhão pagos a empresas dos próprios candidatos, negócios de familiares ou parentes contratados diretamente. A prática não é automaticamente ilegal — mas acende um alerta sobre transparência. 💼🧵

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O roteiro se repete em despesas que vão de aviões e combustíveis a marketing, impressão, advocacia e gestão financeira. Quando fornecedor e contratante pertencem ao mesmo círculo familiar, a prestação de contas precisa ser ainda mais detalhada.

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Dos R$ 1,1 milhão identificados, 31% foram para empresas das quais os candidatos são sócios. Os outros 69% foram pagos a parentes ou negócios ligados às famílias. Não é só uma questão contábil: é sobre para onde o dinheiro circula.

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A maior fatia foi para administração e gestão financeira: 28,5%. Depois vieram aeronaves, com 19,9%, e serviços advocatícios, com 18,2%. Marketing, mídia e publicidade responderam por 10,1% do total.

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Na Bahia, o deputado Dal Barreto (União Brasil), candidato à reeleição, declarou R$ 160 mil pelo aluguel de aeronave da Barreto Participações Societárias, empresa da qual ele e a esposa são sócios. Ele afirma que o pagamento foi feito com recursos próprios.

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A campanha também informou R$ 70 mil em combustíveis no Posto Baitinga, cujos sócios incluem a mãe do deputado e que integra uma rede ligada à família. O ponto não é presumir irregularidade: é verificar serviço real, preço de mercado e documentação.

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A legislação permite essas contratações, mas a Justiça Eleitoral exige necessidade comprovada, transparência e valores compatíveis com o mercado — especialmente se houver Fundo Eleitoral ou Fundo Partidário. Regras claras protegem o recurso público e a concorrência.

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No fim, a pergunta é simples: uma campanha está comprando um serviço indispensável ou criando um caminho para recursos retornarem ao patrimônio do próprio grupo? É na qualidade da fiscalização que essa diferença deixa de ser apenas formal.

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