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Resumo em 10 segundos

Um aporte recorde de R$ 10 bilhões virou o gatilho do rali pós-primeiro turno. O próximo capítulo pode estar nas mãos de quem ainda está fora da Bolsa. 📈

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R$ 10 bilhões entraram na B3 em um único pregão — o maior fluxo estrangeiro diário da história. 📈🧵 Para o JPMorgan, o rali pós-primeiro turno pode ter começado com o capital “gringo”, mas sua sustentação depende de um personagem que ainda está cauteloso: o investidor local.

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A cena aconteceu em 5 de outubro. O volume superou em cerca de 20% o segundo maior ingresso diário já registrado na Bolsa. E há um detalhe raro: entre os 10 maiores fluxos da história, foi o único explicado exclusivamente por fatores domésticos.

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Nos quatro primeiros pregões de outubro, estrangeiros já haviam colocado R$ 13,7 bilhões na Bolsa brasileira. A leitura do banco: expectativas políticas renovadas, chance de ajuste fiscal e perspectiva de juros menores redesenharam o preço dos ativos.

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O JPMorgan olha para trás para explicar o momento. O paralelo é 2016, quando uma melhora nas expectativas econômicas ajudou a disparar as ações brasileiras. Não é promessa de repetição — é um alerta de que mudanças de cenário podem destravar fluxos rapidamente.

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Mas o contraste é enorme. Enquanto estrangeiros compram, fundos locais continuam vendo resgates. Só em setembro, fundos de ações perderam R$ 3,9 bilhões; no ano, as saídas acumuladas chegaram a R$ 10,9 bilhões.

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Hoje, ações representam só 7,6% do patrimônio desses fundos, abaixo da média histórica de 10,2%. Em outras palavras: boa parte do investidor brasileiro ainda assiste ao rali da arquibancada — com uma exposição à Bolsa perto das mínimas recentes.

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É daí que pode vir a próxima perna do movimento. Se os juros caírem de forma consistente e a alocação local voltar gradualmente à média, fundos de investimento e de pensão podem levar recursos relevantes à renda variável. Mais participação local também torna o mercado menos dependente de ondas externas.

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O recorde de R$ 10 bilhões foi o prólogo, não necessariamente o final. A pergunta que fica para a B3 é simples: a confiança que trouxe o estrangeiro será suficiente para fazer o dinheiro brasileiro voltar a comprar ações?

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