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Resumo em 10 segundos

💵 A troca da libra pelo dólar mostra que hegemonias monetárias mudam — mas não de forma automática. Um estudo do CEPR analisa os fatores por trás dessas viradas. 🧵

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💵 O dólar pode deixar de ser a principal moeda do mundo? Um estudo do CEPR, baseado em 150 anos de mudanças no sistema monetário internacional, revisita a passagem da libra esterlina ao dólar — e mostra por que transições não são lineares. 🧵

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A libra dominou as finanças internacionais no século 19 e no início do 20. O dólar assumiu esse papel ao longo de décadas, impulsionado pela escala da economia dos EUA, pela profundidade de seus mercados financeiros e pelas guerras mundiais.

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A principal lição: moeda de reserva não é definida apenas pelo tamanho de uma economia. Confiança, liquidez, instituições, comércio exterior e estabilidade política pesam tanto quanto o PIB na escolha de governos, bancos e investidores.

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O modelo apresentado pelo estudo é “não linear”: mudanças podem parecer lentas por muito tempo e acelerar após grandes choques. Crises financeiras, conflitos e rupturas comerciais podem alterar rapidamente os incentivos do sistema.

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O artigo destaca o papel do pacifismo — ou da ausência de grandes conflitos entre potências — na sustentação de uma moeda dominante. Paz prolongada reduz incertezas e ajuda a preservar redes financeiras, comerciais e de pagamentos já estabelecidas.

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Isso não significa que o dólar esteja imune. A diversificação de reservas, o avanço de pagamentos em outras moedas e disputas geopolíticas são movimentos relevantes. Mas substituir uma moeda global exige infraestrutura, confiança e acesso amplo a mercados.

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A transição da libra para o dólar não foi um evento isolado: foi um processo de décadas, atravessado por guerras e transformações econômicas. A pergunta não é só quem pode desafiar o dólar, mas se o mundo conseguirá preservar estabilidade enquanto diversifica seu sistema monetário.

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