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Resumo em 10 segundos

🌡️ O mercado financeiro já trata eventos climáticos como risco de crédito, inflação e estabilidade. A pergunta não é se o ESG morreu, mas quem está realmente preparado para essa nova economia.

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O ESG não acabou — ele está deixando de ser uma “caixinha” corporativa para virar cálculo econômico. 🌡️🧵 O sistema financeiro já incorpora risco climático em crédito, investimentos e gestão de carteira. Muitas empresas, porém, ainda parecem tratar o tema como relatório de marketing.

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A mudança é simples, mas profunda: seca, enchente, calor extremo e ruptura logística afetam produção, preços, seguros, inadimplência e ativos. Quando isso entra no fluxo de caixa, deixa de ser só pauta ambiental. Vira risco financeiro mensurável.

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Alex Edmans, da London Business School, resume bem a virada: se fatores ambientais, sociais e de governança são relevantes para o valor de longo prazo, chamá-los de “ESG” é quase secundário. Boa análise de investimento deveria incluí-los naturalmente.

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No Brasil, pesquisas sobre o sistema bancário apontam que fatores ambientais já influenciam carteiras de crédito, transparência e estabilidade financeira. O Banco Central também passou a incluir riscos climáticos e socioambientais em suas análises de política monetária.

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Há uma assimetria incômoda: bancos e investidores avançam porque precisam precificar perdas; parte do ambiente corporativo ainda reage devagar. Sem dados confiáveis, planos de transição e governança, empresas podem descobrir tarde demais que seu “ativo” virou passivo.

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A economia dos riscos climáticos traz uma questão decisiva: quem paga a conta? Se a adaptação ficar restrita a grandes grupos com acesso a crédito, pequenos negócios, trabalhadores e territórios vulneráveis absorverão os maiores impactos. Gestão de risco também é competitividade — e justiça econômica.

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