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Resumo em 10 segundos

Enquanto ações perdiam capital estrangeiro, títulos públicos atraíam recursos. A história por trás dessa escolha vai além dos juros. 📉📈

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O dinheiro estrangeiro fez um movimento curioso no Brasil: em agosto, saíram US$ 6,5 bilhões de ações e fundos. Mas os títulos públicos seguiram atraindo recursos — e já concentram R$ 886,3 bilhões nas mãos de não residentes. 📉📈 🧵

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À primeira vista, parece uma despedida. Mas não é bem assim. De janeiro a agosto, estrangeiros retiraram US$ 3,8 bilhões de ações e fundos, enquanto as aplicações em títulos de dívida superaram as saídas em US$ 15,3 bilhões.

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A reviravolta da história está em agosto. Até julho, ações e fundos tinham saldo positivo de cerca de US$ 2,7 bilhões no ano. Então veio um mês de retirada intensa: cerca de US$ 2,5 bilhões saíram de fundos e US$ 1,3 bilhão de ações.

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Do outro lado, a dívida pública virou o destino mais visível. Dos R$ 886,3 bilhões em títulos federais detidos por estrangeiros, 70,35% estavam em papéis prefixados: a taxa é definida na compra, antes de o dinheiro entrar.

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Por que aceitar essa aposta? Com ações, o investidor encara lucros das empresas, atividade econômica, governança e volatilidade. No título público, ainda há risco fiscal, cambial e de preço — mas os juros altos elevam a remuneração exigida.

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Há um detalhe importante: dos US$ 15,3 bilhões em dívida, US$ 6,1 bilhões foram para títulos negociados no mercado doméstico. Os outros US$ 9,2 bilhões vieram de papéis brasileiros negociados no exterior, com dinâmica própria.

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A lição não é copiar o estrangeiro. É entender o enredo: juro alto não apaga o risco Brasil; é o preço que o mercado cobra para carregá-lo. Para quem investe aqui, diversificação, prazo e objetivos continuam valendo mais que seguir um fluxo do momento.

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