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Resumo em 10 segundos

Um paper de 1960 extrapolou crescimento e apontou 2026 como 'dia do juízo' 😳 — mas a história é mais sobre modelos do que apocalipse.

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Estudo de 1960 diz que o mundo 'acaba' em 2026 😳🧵

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Calma — não é misticismo. Heinz von Foerster, Patricia Mora e Lawrence Amiot (Univ. de Illinois) usaram modelos matemáticos para extrapolar o crescimento da população e acharam uma 'singularidade' que, na conta deles, cai em 2026. Vou explicar por quê.

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O que é essa 'singularidade'? É um artefato matemático: o modelo ajustado às curvas de crescimento simplesmente 'explode' num tempo finito (crescimento infinito). Isso mostra mais limite do modelo do que previsão literal de apocalipse.

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Contexto importa: os dados usados iam até os anos 50. Pós-guerra era uma época de crescimento rápido e menos informação. Modelos simples naquele cenário muitas vezes extrapolam demais quando as condições mudam.

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Importante: mesmo sendo uma previsão errada, o estudo colocou em evidência um ponto real — extrapolar sem considerar recursos, políticas e desigualdade pode mascarar riscos. É um alerta sobre sustentabilidade e justiça no planejamento.

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O que aconteceu de verdade? Fertilidade caiu em muitos países, políticas de saúde pública e mudanças sociais mudaram a trajetória demográfica. A população global desacelerou em relação àquelas contas de 1960.

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Reflexão final: o 'apocalipse' de 1960 virou uma lição sobre limites dos modelos. Ciência não é oráculo — é ferramenta. Queremos modelos melhores, dados abertos e políticas públicas que priorizem saúde, educação e sustentabilidade.

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