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Resumo em 10 segundos

O primeiro leilão de armazenamento pode mudar o jogo das renováveis no Brasil. ⚡🔋

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O Brasil produz tanto sol e vento em certos horários que, às vezes, precisa desperdiçar energia. Agora, baterias entram em cena para transformar esse excesso em um novo mercado. 🔋⚡🧵

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A história começa com o “curtailment”: quando há oferta demais na rede, o ONS corta a geração de usinas solares e eólicas para preservar o equilíbrio do sistema. Para investidores, isso virou um freio importante a novos projetos renováveis.

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A resposta pode chegar em dezembro, no primeiro leilão brasileiro voltado à contratação de sistemas de armazenamento. A lógica é simples: guardar a energia que sobra em horários de baixo consumo e entregá-la quando a demanda cresce.

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O interesse já mostra o tamanho da aposta: foram cadastrados 6.091 projetos, que somam 296.807 MW de potência. Há propostas repetidas, e a EPE ainda fará a triagem dos empreendimentos aptos a disputar os certames.

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O governo dividiu a contratação em dois caminhos: um produto com exigência de conteúdo nacional do BNDES e outro aberto à concorrência internacional. É uma tentativa de combinar escala, competição e o fortalecimento da cadeia produtiva local.

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Empresas já se movimentam. A WEG anunciou em Itajaí (SC) uma fábrica de sistemas de armazenamento com capacidade de até 2 GWh ao ano. E players como Elera e CPFL estudam como entrar nesse mercado que ainda está nascendo.

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A oportunidade vai além das usinas. Data centers e a eletrificação da economia devem elevar fortemente a demanda: projeções citadas pela Auropa falam em cerca de 120 GW adicionais até 2040 e investimentos próximos de R$ 350 bilhões. A bateria pode deixar de ser coadjuvante para virar infraestrutura estratégica.

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