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💰 Dos R$ 429,6 milhões distribuídos a candidatos ao Senado, metade foi para só 15,7% das campanhas. O que essa concentração revela sobre a disputa? 🧵

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Metade dos R$ 429,6 milhões repassados por fundos públicos a candidaturas ao Senado foi concentrada em só 50 nomes — 15,7% dos 319 na disputa. Enquanto isso, dezenas não receberam R$ 1. 💰🧵

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O dado, levantado pelo Valor Econômico com base em informações do TSE até 25 de setembro, expõe uma campanha com recursos profundamente desiguais: 39 dos 266 candidatos que declararam contas não tiveram verba pública alguma.

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Oito candidaturas receberam valor igual ou superior ao teto de gastos definido para seus estados. É permitido: despesas com advogados e contadores ficam fora desse limite. Legalidade, porém, não encerra o debate sobre equilíbrio eleitoral.

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A explicação dos partidos é estratégica: nomes fortes bancariam despesas compartilhadas — militância, eventos e materiais de campanhas aliadas, as chamadas “dobradinhas”. O problema é que esse mecanismo também amplia o peso de quem já controla estruturas partidárias.

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Entre os casos citados estão Benedita da Silva e Marília Campos, do PT, além de Sílvia Cristina, do PP. Cinco dos oito nomes são mulheres — avanço relevante na representação, mas que não elimina a concentração de decisões financeiras nas cúpulas.

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Se recursos públicos servem para ampliar pluralidade, por que tantos candidatos ficam sem condições mínimas de campanha? Transparência nas despesas compartilhadas e critérios mais democráticos de distribuição podem ser tão decisivos quanto o teto de gastos.

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