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Após quatro anos, Nishant Lalwani deixa o IFPIM — que já apoiou mais de 140 veículos em 35 países. 🌍📰

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Um fundo criado para manter o jornalismo vivo onde informar pode custar caro acaba de trocar de comando. 🌍📰 Nishant Lalwani deixa a liderança do IFPIM após quatro anos — e Amélie Baudot assume como nova CEO. 🧵

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A trajetória começou em 2022, quando Lalwani fundou o International Fund for Public Interest Media ao lado de James Deane. A aposta era direta: dar financiamento flexível a redações independentes em países sob pressão política, econômica ou militar.

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Em poucos anos, o fundo apoiou mais de 140 organizações de mídia em 35 países. Não se trata só de abrir sites ou pagar reportagens: é ajudar veículos a continuarem existindo quando publicidade, segurança e liberdade editorial desaparecem ao mesmo tempo.

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Lalwani lembrou a ShoTam, em Kyiv: a redação seguiu publicando durante apagões e bombardeios — e multiplicou por 14 sua base de assinantes pagantes. Um retrato de como informação confiável vira infraestrutura essencial em meio à guerra.

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Na Moldávia, veículos apoiados pelo fundo enfrentaram uma grande campanha de desinformação russa e ajudaram a mobilizar jovens para votar. O caso mostra que imprensa local forte não é detalhe: é uma das proteções mais concretas para a vida democrática.

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O IFPIM já captou US$ 62 milhões e prevê distribuir cerca de US$ 150 milhões nos próximos três anos, com recursos para mídias independentes em 50 países. Gana virou seu primeiro doador africano; França, Espanha, Suíça e Luxemburgo também anunciaram aportes.

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Um relatório do próprio fundo trouxe uma comparação incômoda: 15 dias dos gastos militares globais poderiam financiar uma mídia pública “saudável” e ambientes informacionais seguros no mundo inteiro. A sucessão no IFPIM recoloca essa escolha no centro do debate.

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