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Resumo em 10 segundos

Em meses, trilhões foram mobilizados contra o colapso financeiro. Para frear o aquecimento global, a coordenação está ficando pelo caminho. 🌍💸

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O G20 juntou forças para salvar o sistema bancário depois da queda do Lehman Brothers. Agora, diante da crise climática, o encontro de energia em Houston foi na direção oposta: mais espaço para fósseis. 🌍🧵

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Em 2008, o medo era de um colapso financeiro global. Em poucos meses, as maiores economias coordenaram cerca de US$ 5 trilhões em estímulos, US$ 1 trilhão para o FMI e novas linhas de crédito para países mais pobres.

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A mensagem daquele momento era simples: quando o risco é sistêmico, governos conseguem agir rápido — mesmo sem o G20 ter poder legal para obrigar ninguém. Influência política, quando existe vontade, move montanhas de dinheiro.

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Só que em Houston o vocabulário mudou feio. “Transição energética” e “descarbonização” perderam espaço para termos como “abundância energética” e “todas as fontes”. Parece detalhe de linguagem, mas define prioridade e investimento.

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O governo dos EUA também anunciou a revogação de padrões de carbono da era Biden para usinas a carvão e gás. Segundo a análise citada, isso pode adicionar 1 gigatonelada de CO₂ à atmosfera. Não é pouca coisa.

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A diferença é bem incômoda: bancos aceitaram regras mais duras porque precisavam de resgate. Já petróleo, carvão e gás têm muito a perder com políticas climáticas fortes — e um poder enorme para tentar freá-las.

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O G20 ainda importa, até porque reúne países que respondem por cerca de 85% do PIB mundial. Mas a ação climática não pode ficar refém de um comunicado final: cidades, países, blocos regionais e sociedade civil precisam manter a pressão.

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A crise climática também é sistêmica — afeta comida, saúde, moradia, trabalho e renda, primeiro e mais forte para quem já tem menos proteção. A pergunta não é se o mundo consegue mobilizar recursos. Em 2008, ele mostrou que consegue.

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