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Juros reais de 10 anos perto de 7,5% mantêm ações brasileiras baratas — e pressionadas. Entenda por que um ajuste fiscal crível após 2026 pode mudar esse jogo. 📈

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A Bolsa brasileira parece barata, mas existe uma trava enorme: juros reais de 10 anos perto de 7,5%. 📉 Bradesco e Itaú avaliam que um ajuste fiscal crível após as eleições de 2026 poderia mudar radicalmente essa conta. 🧵

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Vamos por partes: juro real é a taxa de juros já descontada da inflação. Quando ela está muito alta, títulos públicos oferecem retornos atraentes com risco bem menor que o das ações.

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Resultado? Para trocar a renda fixa por ações, o investidor exige uma remuneração muito maior. Isso reduz quanto ele aceita pagar hoje pelos lucros futuros das empresas — os chamados múltiplos ou valuations.

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Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco, propôs o exercício: e se o juro real de 10 anos caísse de 7,5% para 4%? Na visão dele, a precificação dos ativos teria uma mudança “gigantesca”.

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O caminho principal seria fiscal: um plano confiável para equilibrar receitas, despesas e dívida pública. Não é só cortar gastos; credibilidade depende de regras claras, execução consistente e preservação de investimentos essenciais.

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Diogo Guillen, economista-chefe do Itaú, aponta os juros longos como o canal central. Se o risco fiscal percebido cair, essas taxas tendem a recuar — e as ações podem ser reprecificadas quase automaticamente.

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Christian Egan, CEO da B3, estima que um plano fiscal crível no pós-eleição poderia comprimir ao menos 100 pontos-base dos juros longos. Isso equivale a 1 ponto percentual — relevante para crédito, empresas e Bolsa.

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A Selic está em 14% ao ano, mas o mercado olha além dos cortes de curto prazo: olha a confiança na trajetória da dívida. Em finanças, o preço das ações não depende apenas do lucro das empresas, mas do juro que desconta esse futuro.

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