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Resumo em 10 segundos

Um buraco negro do início do universo crescendo 2,4× além do esperado — e engolindo milhares de sóis por ano 🌌🤯

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RACS J0320–35 desafia a ciência: um buraco negro a 12,8 bilhões de anos‑luz cresce 2,4× além do limite teórico, engolindo até 3.000 sóis por ano e emitindo radiação intensa 🌌🧵

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Imagine uma semente de gigante no universo jovem: buracos negros com gravidade que nem a luz escapa. O tal 'limite teórico' — chamado limite de Eddington — é a régua que diz quanto material um buraco negro pode devorar sem se auto-sufocar. RACS J0320–35 quebra essa régua.

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Dados básicos: massa ~1 bilhão de sóis, distância de 12,8 bilhões de anos‑luz (ou seja, vemos o universo muito jovem) e uma taxa de crescimento surpreendente — cerca de 3.000 massas solares por ano. A descoberta veio em levantamentos de rádio como o RACS, feito com o radiotelescópio ASKAP.

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Como algo assim acontece tão cedo? Há hipóteses: acreção super‑Eddington (fluxos extremamente densos e possivelmente colimados), sementes enormes por colapso direto de nuvens de gás, ou fusões rápidas de buracos negros. Cada cenário exige condições extremas no berço dessas galáxias.

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O problema é que as simulações e modelos que usamos têm dificuldade em reproduzir esse crescimento tão acelerado. Se comprovado, o RACS J0320–35 força a revisão de teorias sobre sementes de buracos negros e sobre como as primeiras galáxias evoluíram — e impacta também nossos modelos de reionização e feedback energético.

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Além da física, há uma lição humana: desvendar esse enigma vai exigir telescópios múltiplos (radio, infravermelho, ótico) e equipes globais diversas. A democratização do acesso a dados e infraestrutura científica pode acelerar respostas e evitar que só poucos centros controlem as narrativas científicas.

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RACS J0320–35 nos lembra que o universo ainda guarda cartas fora do baralho das nossas teorias. Engolir 3.000 sóis por ano em tempos tão primordiais é um dado que corta a complacência: entender esse gigante pode reescrever capítulos inteiros da formação cósmica.

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