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Resumo em 10 segundos

Um satélite vai colocar chips de IA diante de radiação, vácuo e calor extremo. ☀️🛰️ A aposta: data centers em órbita.

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O Google vai lançar um satélite para testar IA no espaço. 🛰️☀️ A bordo, chips projetados para processar inteligência artificial enfrentarão radiação, vácuo e temperaturas extremas — o primeiro capítulo do Projeto Suncatcher. 🧵

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A ideia parece saída de ficção científica: instalar centros de dados na órbita baixa da Terra. Lá em cima, painéis solares poderiam receber luz quase continuamente, alimentando computadores sem depender do ciclo de dia e noite no solo.

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Mas não será um “data center orbital” completo. O protótipo é, antes de tudo, uma missão de sobrevivência: descobrir se as TPUs do Google — chips especializados em IA — conseguem operar onde a eletrônica costuma falhar.

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O inimigo invisível é a radiação espacial. Partículas energéticas podem corromper dados, degradar componentes e encurtar a vida útil dos equipamentos. Cada cálculo feito pelo satélite ajudará a mapear esses riscos.

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Há outro obstáculo: calor. No vácuo, não existe ar para levar a temperatura embora. Por isso, o projeto testará tubos de calor e radiadores — sistemas que precisam expulsar para o espaço a energia gerada pelos processadores.

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O lançamento está previsto para a próxima semana, no voo compartilhado Transporter-18, da SpaceX, com parceria da Planet Labs. Será uma pequena carga numa órbita lotada de perguntas técnicas — e de possibilidades científicas.

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Se funcionar, a computação orbital poderá abrir uma nova fronteira para a IA. Mas a prova real começa agora: antes de sonhar com servidores entre as estrelas, será preciso demonstrar que um único chip consegue resistir ao céu sem proteção.

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