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Resumo em 10 segundos

🤖💬 Chatbots que prometem amizade e romance podem estar coletando mais do que conversas. Entenda por que 13 serviços entraram no radar do governo.

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Uma conversa que começa com “como foi seu dia?” pode terminar em algo muito mais sensível. 🤖💬 O Ministério da Justiça pediu que a ANPD avalie os riscos de chatbots que simulam amizade, companhia e romance — os chamados companheiros de IA. 🧵

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A apuração analisou 13 serviços, incluindo Character.AI, Replika, Nomi, Candy.ai, Kindroid, Chai e SpicyChat.AI. Eles criam personagens que lembram conversas, adaptam respostas e podem encenar emoções — de amizade a relacionamentos amorosos.

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O ponto central não é dizer que essas plataformas já cometeram infrações. A análise é preliminar. Mas o governo encontrou possíveis “desconformidades” que justificam investigação, especialmente sob as regras do ECA Digital.

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A primeira preocupação é simples — e difícil de resolver: idade. Segundo a nota técnica, a maioria dos serviços usa apenas autodeclaração. Na prática, basta informar uma data de nascimento para atravessar uma barreira que deveria proteger crianças e adolescentes.

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Há ainda uma camada menos visível: esses chats podem guardar históricos, identificar padrões e montar perfis emocionais e comportamentais. Quando a plataforma sabe o que conforta, preocupa ou prende alguém, a conversa também vira dado valioso.

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O MJSP cita riscos de uso compulsivo, conteúdo inadequado, publicidade e monetização. Por isso, recomendou análise também pela Senacon. A questão não é proibir a tecnologia: é garantir que intimidade simulada não vire um atalho para explorar vulnerabilidades reais.

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Companheiros de IA podem ajudar pessoas a praticar idiomas, organizar pensamentos ou aliviar a solidão. Mas quanto mais humana parece a máquina, maior precisa ser a transparência sobre seus limites, seus dados e seus interesses. Confiança não deveria ser um recurso extra pago.

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