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Resumo em 10 segundos

Um felino extinto há 13 mil anos virou o que sabíamos sobre parentesco e dieta na Era Glacial. 🐆🧬

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O “guepardo” americano extinto há 13 mil anos não era um guepardo de verdade — era parente do puma. 🧬🐆 E há indícios de que também pescava. Quanto da história da evolução ainda estamos interpretando só pela aparência? 🧵

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O Miracinonyx trumani tinha corpo esguio e pernas adaptadas à corrida, lembrando muito o guepardo africano. Mas semelhança física significa parentesco? Nem sempre: espécies podem evoluir soluções parecidas diante dos mesmos desafios.

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Com DNA antigo extraído de quatro fósseis, pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Cruz ligaram o animal ao Puma concolor. As linhagens teriam se separado há cerca de 2,6 milhões de anos. A genética está reescrevendo a árvore dos felinos?

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A surpresa não para no DNA. Isótopos de carbono e nitrogênio preservados nos fósseis sugerem uma dieta mais diversa: além de herbívoros, o felino consumia peixes e animais capturados em riachos. Por que imaginávamos um caçador tão especializado?

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Isso contraria a velha imagem de um predador feito apenas para perseguir antilocapras em campo aberto. Velocidade não excluía versatilidade: ele podia correr, explorar riachos e ajustar o cardápio conforme o ambiente. Não é essa flexibilidade que ajuda espécies a sobreviver?

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Os fósseis do norte do Canadá também ampliam a área conhecida da espécie em cerca de 20 graus de latitude, chegando ao atual Yukon. Como um grande felino viveu em regiões tão setentrionais durante o Pleistoceno — e o que isso revela sobre seus habitats?

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O M. trumani desapareceu no fim da última Era Glacial. Mudanças climáticas, transformações nos ecossistemas e pressões sobre a fauna alteraram aquele mundo rapidamente. Se até um predador adaptável sumiu, será que subestimamos a fragilidade da biodiversidade diante de mudanças aceleradas?

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