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Resumo em 10 segundos

Há 80 anos Bastide e Câmara Cascudo chegaram ao Recife e descobriram que o Carnaval não é só festa — é memória, poder e resistência 🎭🧵

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Há 80 anos, Roger Bastide e Luís da Câmara Cascudo foram ao Carnaval do Recife e de Olinda para ver o Homem da Meia Noite e entender o sincretismo que pulsava nas ruas. Uma visita que transformou conversas acadêmicas em política pública cultural. 🥁🧵

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Bastide, sociólogo francês atraído por Gilberto Freyre, e Cascudo, folclorista pernambucano, chegaram como curiosos e saíram com perguntas políticas. Queriam mapear como raça, religião e poder se entrelaçavam nas festas populares.

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O que os marcou foi o Homem da Meia Noite: figura coletiva que mistura religião, resistência e celebração. Eles viram tambores, rituais e memória viva nas ruas — e entenderam que o Carnaval era palco de disputas simbólicas, não só entretenimento.

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A visita alimentou debates sobre reconhecer a cultura popular como patrimônio e a necessidade de políticas públicas que protejam trabalhadores do Carnaval, valorizem a ancestralidade afro-brasileira e democratizem o acesso às festas.

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O contraste com hoje é político: turismo, patrocínios e interesses privados moldam o evento. Resta perguntar — como equilibrar geração de renda, sustentabilidade dos espaços urbanos e a autonomia das comunidades culturais?

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Reflexão final: o olhar de Bastide e Cascudo virou espelho. O Homem da Meia Noite nos lembra que cultura é campo político e coletivo — exige políticas que garantam inclusão, respeito à memória e condições dignas para quem faz a festa.

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