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Uri Levine chega ao B55 com uma provocação simples — e difícil: sua startup resolve uma dor real ou só parece inovadora? 🚗🧠

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Uri Levine, cofundador do Waze, estará no B55 Conference, em São Paulo, nos dias 29 e 30 de setembro. 🚗🧵 A pergunta que ele traz ao ecossistema é incômoda: sua empresa está apaixonada pela solução — ou pelo problema do cliente?

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O Waze virou referência ao transformar um problema cotidiano — trânsito — em uma plataforma colaborativa. Usuários alimentavam dados em tempo real, rotas melhoravam e o produto ganhava valor a cada nova pessoa. Mas quantas startups entendem, de fato, a dor que dizem resolver?

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O Google comprou o Waze em 2013 por mais de US$ 1 bilhão. Um número impressionante, claro. Mas a lição não é “crie algo para ser comprado”: é construir utilidade tão evidente que milhões passem a depender dela. A escala vem antes da manchete.

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Levine também participou dos estágios iniciais da Moovit, vendida à Intel por cerca de US$ 1 bilhão. Duas histórias ligadas à mobilidade. Coincidência ou método? Talvez grandes negócios surjam quando se observa, sem glamour, os atritos repetidos da vida urbana.

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Sua tese é direta: “apaixone-se pelo problema, não pela solução”. Parece óbvio, mas quantas empresas gastam meses aperfeiçoando uma tecnologia antes de perguntar se alguém realmente precisa dela — e consegue acessá-la ou pagar por ela?

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No B55, Levine divide palco com David Vélez, do Nubank; Guilherme Benchimol, da XP; Andre Street, da Stone; e Ram Charan. O encontro reúne cases de crescimento acelerado — mas também deveria abrir espaço para discutir os custos, riscos e limites dessa escala.

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Captação, equipe e produto são desafios conhecidos. O mais difícil talvez seja decidir qual problema merece anos de trabalho. Porque inovação não é inventar algo complicado: é remover uma fricção relevante, de forma sustentável, para muita gente. Essa é a pergunta que fica.

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