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🚗 Uma lacuna na regulamentação pode adiar um novo tributo e mudar a etiqueta de preço nas concessionárias — mas o alívio ainda vem com asteriscos.

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Em janeiro de 2027, quem entrar numa concessionária para comprar um zero pode encontrar uma surpresa no preço: o novo Imposto Seletivo talvez ainda não esteja na conta. 🚗🧵

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A história começa na regulamentação que ainda falta. A Reforma Tributária prevê o imposto para produtos mais poluentes, mas as alíquotas específicas para veículos dependem de um texto legal que não foi concluído.

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Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea, sem essa definição prévia a cobrança não poderia começar imediatamente em 1º de janeiro. Entra em cena a “anterioridade noventena”: após a regra sair, são necessários 90 dias para o tributo valer.

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Nesse intervalo, os carros novos seriam tributados inicialmente pelo IVA Dual, que substitui ICMS, ISS, PIS e Cofins. Na prática, a ausência temporária do Imposto Seletivo pode reduzir a carga sobre alguns modelos.

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Quando o novo imposto chegar, a lógica tende a ser ambiental: emissões e eficiência energética devem definir a alíquota, seguindo a referência do IPI Verde. Híbridos e elétricos podem pagar menos; veículos mais poluentes, mais.

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Mas a etiqueta não depende de um único imposto. Alexandre Furman, da Deloitte, alerta para custos de minerais, revisão de incentivos e margens das concessionárias. E o governo ainda pode usar medida provisória para preservar arrecadação na transição.

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O possível alívio de 2027, portanto, não é promessa de carro barato — é uma janela de incerteza. O desafio é transformar a tributação em sinal claro: menos poluição, regras previsíveis e veículos eficientes mais acessíveis.

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