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Resumo em 10 segundos

Eles não engoliriam a Terra: sumiriam quase instantaneamente. Mas, se existirem, podem abrir uma janela para a gravidade quântica. 🔬🌌

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O maior acelerador de partículas do mundo está procurando sinais de buracos negros microscópicos 👀🌌 Não é ficção: seriam objetos minúsculos, criados por um piscar de olhos nas colisões do LHC — e capazes de dar pistas sobre o próprio espaço-tempo. 🧵

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O LHC, do CERN, fica na fronteira entre França e Suíça e tem um anel de 27 km. Lá dentro, prótons viajam quase à velocidade da luz antes de colidirem. A energia concentrada nesses choques permite testar a matéria em sua escala mais fundamental.

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A hipótese é intrigante: em condições muito específicas, uma colisão poderia comprimir energia o bastante para formar uma região minúscula com comportamento de buraco negro. Não seria como os gigantes no centro das galáxias — seria algo quântico e absurdamente pequeno.

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E antes que alguém pergunte: não, ele não engoliria nada. Pela teoria, um buraco negro quântico evaporaria praticamente no instante em que surgisse, liberando partículas e desaparecendo antes de crescer ou absorver matéria ao redor.

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Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara criaram uma estratégia nova para vasculhar os dados do LHC atrás desse tipo de assinatura. O método também pode ajudar a encontrar partículas desconhecidas, indo além da busca tradicional.

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A ideia conversa com uma das maiores lacunas da física: sabemos descrever muito bem o mundo quântico e a gravidade, mas as duas teorias ainda não se encaixam completamente. Um sinal desses seria uma pista enorme sobre como o espaço-tempo funciona.

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O LHC já entregou uma prova de que vale apostar no improvável: em 2012, ATLAS e CMS encontraram o bóson de Higgs, previsto décadas antes. Agora, a caça continua — sem promessa de descoberta, mas com uma pergunta gigantesca na mira: do que a realidade é feita?

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