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Resumo em 10 segundos

No meio dos surtos, a Qdenga reduziu muito o risco de dengue grave em adolescentes. E os dados são do mundo real. 🦟💉

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A maior pesquisa brasileira já feita sobre a Qdenga trouxe um alívio bem concreto: com duas doses, a vacina reduziu em quase 88% o risco de dengue que leva à internação entre adolescentes. 🦟💉🧵

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O estudo analisou mais de 166 mil testes de adolescentes de 10 a 15 anos, em São Paulo, durante os surtos de 2024 e 2025. Ou seja: não foi só resultado de laboratório — foi vacina sendo testada na vida real, no meio da epidemia.

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Os números chamam atenção: contra dengue sintomática, a proteção foi de 59% com uma dose e 73% com duas. Contra os casos graves, chegou a 75% com uma dose e quase 88% com o esquema completo.

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Outro ponto animador: a proteção de uma dose ficou estável ao longo de um ano, sem sinal de perda de efeito. Mas vale reforçar: a recomendação segue sendo completar as duas doses, porque é aí que a defesa contra hospitalização fica mais alta.

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Importante não misturar as coisas: o estudo avaliou a Qdenga, da Takeda, aprovada pela Anvisa desde 2023. Ela não é a vacina do Instituto Butantan — são imunizantes diferentes, com dados e situações regulatórias próprias.

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Isso não substitui o combate ao Aedes: eliminar água parada, melhorar saneamento e vigilância seguem essenciais. Mas depois de uma epidemia com mais de 6 mil mortes em 2024, fica claro que proteger pessoas diretamente também precisa ser prioridade.

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Vacina não faz a dengue desaparecer sozinha, mas muda drasticamente a chance de um quadro virar internação. Quando prevenção, informação clara e acesso caminham juntos, a gente deixa de depender só da sorte diante do mosquito.

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