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Resumo em 10 segundos

🐈🧡 A cor dos gatos laranjas parecia simples — até a genética revelar uma história que passa pelo cromossomo X e pelos mosaicos da pelagem.

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O “gene do gato laranja” existe — mas a resposta é mais fascinante do que parece. 🐈🧡 Cientistas identificaram a alteração genética por trás da pelagem alaranjada, um mistério que acompanhava criadores e pesquisadores há décadas. 🧵

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A pista estava no cromossomo X, que participa da definição do sexo nos mamíferos. É por isso que gatos laranjas machos são bem mais comuns: eles precisam herdar apenas uma cópia da variante associada à cor.

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Nas fêmeas, a história exige duas cópias dessa variante para uma pelagem inteiramente laranja — uma em cada cromossomo X. Por isso, encontrar uma gata completamente alaranjada é menos frequente, embora esteja longe de ser impossível.

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O protagonista molecular é o gene ARHGAP36. Uma pequena alteração em uma região regulatória próxima a ele parece aumentar sua atividade nas células que produzem pigmento, favorecendo a produção de feomelanina: o pigmento amarelo-avermelhado.

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E as gatas tricolores ou “escaminha de tartaruga”? Elas carregam uma versão ligada ao laranja em um X e outra ligada ao preto no outro. Durante o desenvolvimento, cada célula desliga aleatoriamente um dos X — e a pele vira um mosaico vivo.

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Isso explica aquelas manchas laranjas e escuras que parecem pintadas à mão. Não é só estética: é uma marca visível de um processo celular chamado inativação do cromossomo X, estudado também para entender doenças genéticas humanas.

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A descoberta não prova que gatos laranjas sejam mais “malucos”, carinhosos ou comilões — esses estereótipos seguem sem um gene confirmado. Mas revela algo incrível: por trás de cada bigode laranja há uma história de evolução, pigmentos e acaso celular.

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