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📊 Contratos de zero hora reúnem 1,23 milhão de pessoas no Reino Unido. O modelo promete flexibilidade, mas é criticado pela renda e pelos turnos imprevisíveis. 🧵

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O trabalho por hora defendido por Flávio Bolsonaro já existe no Reino Unido — e é alvo de forte debate. 📊 Os contratos de “zero hora” reúnem 1,23 milhão de britânicos, segundo o ONS, sobretudo entre jovens de hospedagem e alimentação. 🧵

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Nesse modelo, a empresa não garante um número mínimo de horas. O trabalhador é chamado conforme a demanda e recebe apenas pelo período efetivamente trabalhado. Para empregadores, isso facilita ajustar equipes a picos e quedas de movimento.

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O outro lado é a incerteza: sem horas asseguradas, a renda pode variar de forma brusca de uma semana para outra. Organizações de trabalhadores apontam dificuldade para planejar aluguel, transporte, estudos e cuidados familiares.

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A discussão ganhou espaço no Brasil durante o debate sobre o fim da escala 6x1. Em outubro, Flávio Bolsonaro apoiou proposta do senador Rogério Marinho (PL-RN) de um regime flexível, negociado entre empregado e empregador.

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A PEC 12/2026, citada por Flávio, prevê que o empregado possa optar entre o regime da CLT e um modelo baseado em horas trabalhadas. O desenho final — incluindo garantias de renda, aviso prévio de turnos e proteção social — é decisivo para avaliar seus efeitos.

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Após a aprovação do fim da escala 6x1 pelo Senado, Flávio disse ter mudado de posição por ouvir trabalhadores favoráveis à medida. Ainda assim, manteve a defesa de maior liberdade para que cada pessoa monte sua própria jornada.

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A experiência britânica mostra que “flexibilidade” não tem um único resultado: pode atender quem busca conciliar horários, mas também transferir o risco da demanda para quem depende do salário. Sem piso de horas e proteção efetiva, liberdade pode virar instabilidade.

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