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Resumo em 10 segundos

Um predador que pode chegar a ~400 anos, nascido antes do Brasil existir — o que isso nos diz sobre envelhecimento, conservação e poder na ciência? 🦈🌊

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Tubarão-da-Groenlândia: o vertebrado mais velho do mundo pode viver quase 400 anos — e ainda caça nas águas escuras do Ártico 🦈🧵 Quem nasceu antes do próprio mapa político do planeta e por que só agora prestamos atenção?

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Como sabemos disso? Cientistas usaram datação por radiocarbono no núcleo das lentes oculares e estimaram idades que chegam perto de 400 anos. Sexualidade só depois de ~150 anos. Isso redefine o que entendemos por "vida longa" — por que isso nos surpreende?

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O que torna esse tubarão tão resistente? Crescimento extremamente lento (~1 cm/ano), metabolismo reduzido nas águas geladas, grande fígado oleoso e dieta oportunista (peixes, carcaças, até focas). Adaptação genial ou sinal de fragilidade a mudanças rápidas?

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Perigo invisível: bycatch, poluentes e aquecimento do Ártico ameaçam um animal que se reproduz muito devagar. Se proteger um ser que vive séculos parece óbvio, por que nossas políticas e rotas de pesca não acompanham essa urgência?

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Quem decide estudar e proteger esses gigantes milenares? A pesquisa polar ainda é dominada por poucos países e instituições. Não deveríamos incluir mais cientistas locais e saberes indígenas nessa conversa antes de traçarem o futuro do Ártico?

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O tubarão-da-Groenlândia tem lições para a biologia do envelhecimento — mas será que vamos transformar conhecimento em ganhos reais e equitativos? E mais: até que ponto manipular essa informação vira exploração científica?

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Dado que impressiona: um indivíduo foi estimado em cerca de 392 anos — nasceu no século XVII. Reflexão final: uma criatura que atravessou impérios hoje enfrenta barcos e redes. Vamos cuidar do que sobreviveu por séculos ou preferimos aprender tarde demais?

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