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Resumo em 10 segundos

No Dia Mundial do Mosquito, a ciência lembra: combater epidemias começa bem antes da picada. 🦟🔬

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Um inseto minúsculo está ligado a cerca de 700 mil mortes por ano no mundo. 🦟 No Dia Mundial do Mosquito, 20 de agosto, o alerta é bem direto: dengue, malária, zika e outras epidemias não se combatem só depois que começam. 🧵

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A data nasceu em 1897, quando o médico Ronald Ross ajudou a comprovar que a malária era transmitida por mosquitos. Parece história antiga, mas a descoberta mudou a saúde pública — e continua super atual.

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Segundo a OMS, doenças transmitidas por vetores representam mais de 17% das doenças infecciosas. Entre as 20 doenças tropicais negligenciadas listadas pela entidade, quatro passam por mosquitos: dengue, zika, febre amarela e filariose linfática.

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A malária segue como um retrato cruel dessa desigualdade: foram cerca de 249 milhões de casos e mais de 608 mil mortes no mundo. Crianças menores de 5 anos estão entre as mais afetadas.

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E a dengue não dá trégua: em 2025, foram 4,5 milhões de casos notificados em 103 países. No primeiro semestre de 2026, já havia 2,7 milhões de confirmações e mais de 4,8 mil mortes.

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O Aedes aegypti está em todos os estados brasileiros hoje. Curiosidade amarga: o Brasil chegou a erradicá-lo em 1955. Com a redução das ações preventivas, ele voltou nos anos 1960 e se espalhou outra vez.

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Não existe solução mágica: vigilância científica, saneamento, eliminação de criadouros, informação acessível e resposta rápida precisam andar juntos. Culpar só quem deixa água parada simplifica um problema que também é coletivo e urbano.

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Mosquito não respeita CEP, mas os riscos pesam mais onde faltam infraestrutura e acesso à saúde. Olhar para ele como peça central da saúde pública é transformar ciência em prevenção — antes que uma picada vire epidemia.

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