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Resumo em 10 segundos

A partir de 2027, a referência global do tempo deve abandonar os segundos bissextos — uma mudança técnica com efeitos em redes, mercados e ciência. ⏱️

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O padrão global do tempo deve abandonar os segundos bissextos a partir de 2027. ⏱️🧵 A decisão foi aprovada pela Conferência Geral de Pesos e Medidas, em Versalhes, e muda a forma como o UTC acompanha a rotação irregular da Terra.

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Desde 1972, 27 segundos bissextos foram inseridos nos relógios. Eles aparecem quando a rotação da Terra sai de sincronia com os relógios atômicos, muito mais estáveis e precisos.

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É por isso que, em ocasiões raras, o UTC pode registrar 23h59m60s antes da meia-noite. Em 30 de junho de 2015, esse “segundo 61” virou até performance artística na Times Square, em Nova York.

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A função científica é manter o tempo civil próximo do tempo solar, baseado no movimento do planeta. Para a astronomia, essa conexão é relevante: ela preserva a relação entre os relógios e a posição da Terra no espaço.

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Mas o ajuste cria riscos para sistemas digitais. Em 2012, um segundo bissexto esteve associado a falhas em serviços como Reddit e LinkedIn e a atrasos em voos da Qantas. Softwares nem sempre interpretam bem um minuto com 61 segundos.

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A precisão importa em centros de dados, redes de telecomunicação, sistemas elétricos e transações financeiras. Carimbos de hora sustentam sincronização de servidores, auditorias e a ordem correta de operações automatizadas.

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A mudança não elimina o problema da rotação variável da Terra: ela adia a necessidade de um ajuste maior no futuro. Até 2035, países deverão definir como preservar a ligação entre o UTC e o tempo astronômico.

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Um segundo parece mínimo, mas expõe uma questão central da ciência moderna: coordenar fenômenos naturais irregulares com uma infraestrutura global que exige precisão extrema. O tempo do relógio é também uma construção tecnológica coletiva.

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