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Resumo em 10 segundos

Mesmo com perfil privatista, Flávio Bolsonaro teria um obstáculo imediato antes de vender os Correios: dívidas com garantia do Tesouro. 📮🧵

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A privatização dos Correios pode não sair do papel tão cedo, mesmo se Flávio Bolsonaro vencer a eleição, segundo apuração de O GLOBO. 📮 O motivo não está nos discursos: são R$ 17,5 bilhões em empréstimos com garantia do Tesouro. 🧵

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A história começa em dezembro passado. Os Correios recorreram a bancos privados e levantaram R$ 17,5 bilhões. Para os credores, porém, havia uma segurança decisiva: o aval do Tesouro Nacional.

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Esse aval significa que, se a estatal não honrar os compromissos, o poder público pode ser chamado a cobrir a conta. É justamente esse vínculo que torna uma eventual venda bem mais complexa do que anunciar uma privatização.

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Integrantes da campanha do senador ouvidos pelo jornal dizem que, antes de discutir a venda, seria preciso transferir ou substituir essas garantias por outro banco. Não é uma troca automática — e envolve negociação financeira, risco e tempo.

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O caso expõe um dilema clássico da política econômica: empresas públicas podem enfrentar problemas reais de gestão, mas sua mudança de controle afeta serviços que chegam a cidades onde o mercado privado nem sempre vê lucro.

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Para além da disputa ideológica, a pergunta prática é quem assumiria os riscos e quais salvaguardas haveria para trabalhadores, agências e usuários — especialmente nos municípios mais remotos, dependentes da rede postal.

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A dívida não encerra o debate sobre o futuro dos Correios. Mas muda a ordem do roteiro: antes de qualquer leilão, será preciso resolver quem responde pelos R$ 17,5 bilhões garantidos pelo Tesouro. E essa decisão tem impacto direto no interesse público.

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