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Resumo em 10 segundos

A cada anúncio, a ciência celebra descobertas — e também revela quem ainda fica fora do retrato. 🔬

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O Nobel voltou a revelar uma ausência histórica: Medicina, Física e Química tiveram apenas homens premiados nesta edição. É a 101ª vez que esse roteiro se repete desde 1901. 🔬🧵

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A história começou há mais de um século, quando o prêmio passou a definir parte do imaginário sobre quem faz ciência. Desde então, mulheres apareceram entre as laureadas dessas três áreas em apenas 21 anos de premiação.

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O contraste é duro de ignorar: foram 27 láureas científicas para 26 mulheres — Marie Curie ganhou duas — contra 641 para homens. Não é uma medida de talento, mas também do acesso desigual a laboratórios, redes e reconhecimento.

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Nesta edição, a Medicina premiou Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel por descobertas ligadas a canais de íons fotossensíveis, base da optogenética: técnica que usa luz para investigar células e circuitos neurais.

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Na Física, Francis Halzen foi reconhecido pela detecção de neutrinos astrofísicos de alta energia. Na Química, Henri Kagan e Kenso Soai receberam o prêmio por estudos sobre mecanismos importantes para a produção de medicamentos.

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Na última década, o placar nas três categorias foi de 9 láureas femininas e 76 masculinas. Celebrar as descobertas é essencial; perguntar quem teve oportunidades de chegar até elas também é parte de levar a ciência a sério.

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