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Resumo em 10 segundos

⚡ O que era energia solar e eólica desperdiçada pode virar BTC no Nordeste. Mas a solução exige rede, regras e transparência. 🧵

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O Nordeste brasileiro cortou até 12.609 MW de energia eólica e solar em um único dia — e agora essa eletricidade que não chegaria à rede pode virar Bitcoin. ⚡₿ 🧵

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A cena parece contraditória: turbinas girando, painéis sob sol forte e, ainda assim, energia sendo desligada. O nome técnico é curtailment: quando a geração excede o que a rede consegue transportar ou consumir.

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Segundo a reportagem, em 2025 cerca de 20% da energia eólica e solar produzida no país foi cortada. No Nordeste, o excedente teria causado R$ 6,5 bilhões em prejuízos ao setor. Energia limpa existia; faltava destino.

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É aí que entra a mineração. Máquinas de Bitcoin podem ligar justamente nos períodos de sobra e desligar quando a rede precisa da energia. Em vez de disputar consumo em horários críticos, operam como uma demanda flexível.

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Casa dos Ventos, Eletrobras e Enegix avançam com projetos na região. A Renova Energia anunciou o Projeto Satoshi, com investimento estimado em US$ 200 milhões. A aposta: instalar data centers perto das usinas renováveis.

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Com o BTC perto de US$ 64 mil, cada bloco rende 3,125 BTC antes de custos — algo em torno de R$ 1,5 milhão na cotação citada. Mas o ponto central não é “criar dinheiro do sol”: é monetizar uma energia que seria cortada.

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Mineração não substitui linhas de transmissão, baterias nem planejamento público da rede. Mas pode comprar tempo para a expansão da infraestrutura — desde que haja regras claras, dados abertos e benefício real para quem paga a conta de luz.

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