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Quase R$ 1,6 trilhão em gastos cresce acima do limite real de 2,5%. Entenda por que a conta fiscal ficou tão espremida. 📊

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Quase 70% das despesas federais sujeitas ao arcabouço fiscal vão crescer acima do limite em 2026. 😬 E isso não quer dizer que o teto sumiu: significa que sobra menos espaço para todo o resto. 🧵

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Pelos dados do Orçamento analisados pelo Estadão, cerca de R$ 1,6 trilhão — 68% de um total de R$ 2,3 trilhões — terá alta real acima de 2,5% na comparação com 2025.

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O arcabouço limita o crescimento REAL do gasto total a 2,5% ao ano, ou seja, acima da inflação. Se despesas específicas avançam mais que isso, outras áreas precisam caber num espaço ainda menor.

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Quem puxa essa alta? Previdência, salários de servidores civis e militares, BPC, abono salarial e o piso da atenção primária à saúde. São gastos em grande parte obrigatórios, difíceis de ajustar de uma hora pra outra.

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Tem também o Pé-de-Meia: ele foi de R$ 1 bilhão para R$ 10,4 bilhões após entrar no Orçamento. É uma expansão relevante para manter jovens no ensino médio — mas que precisa ser planejada dentro da conta fiscal.

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O reajuste real do salário mínimo também repercute em benefícios ligados a ele, como Previdência, BPC e abono. Desde 2024, o ganho real do piso foi limitado a 2,5%, mas o número de benefícios concedidos segue pressionando a despesa total.

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A Fazenda diz estar atuando para reduzir o déficit e controlar os gastos obrigatórios, enquanto aponta os juros altos como fator do endividamento. No fim, o desafio é bem concreto: ajuste fiscal exige dizer de onde virá o corte — e proteger quem mais depende dos serviços públicos.

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