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Depois das eleições, o Congresso retoma uma conta apertada: 91,7% do Orçamento já têm destino obrigatório. 💰🏛️

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Depois das eleições, o Congresso volta a encarar uma conta difícil: o Orçamento de 2027 precisa acomodar novos compromissos, mas 91,7% dos recursos federais já estão vinculados a despesas obrigatórias. Sobram 8,3% para o restante. 🏛️🧵

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A história começa antes mesmo da votação final do PLN 24/2026. A proposta original chegou ao Congresso, mas o reajuste do Bolsa Família foi formalizado depois — de R$ 600 para R$ 691 por família beneficiária.

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Esse aumento não é só uma linha a mais na planilha: os cálculos técnicos estimam cerca de R$ 24 bilhões adicionais em 2027. O desafio é garantir a atualização sem cortar beneficiários nem desorganizar outras políticas públicas.

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Agora, há dois caminhos. O Executivo pode enviar uma mensagem modificativa e reordenar despesas. Ou o próprio Congresso pode fazer remanejamentos na Comissão Mista de Orçamento, onde deputados e senadores negociam prioridades.

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O aperto fica maior porque a parte flexível do Orçamento — investimentos e custeio de serviços — deve cair para 8,3%, 1,2 ponto percentual abaixo do autorizado em 2026. É dessa fatia que saem obras, equipamentos e manutenção.

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Por trás dos números há uma mudança estrutural: população envelhecendo, benefícios reajustados por lei e regras constitucionais tornam o gasto mais rígido. Planejar saúde, assistência e previdência é necessário; o risco é deixar serviços e investimentos sem fôlego.

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Se o Orçamento não for aprovado até o fim de 2026, 2027 poderá começar com execução provisória, seguindo regras da LDO. A disputa real não será apenas sobre fechar a conta: será decidir o que o Estado consegue entregar à população.

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