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Resumo em 10 segundos

📈 Parece contradição, mas não é: com juros menores, a projeção de lucros cresceu mais rápido que as cotações. Entenda o cálculo por trás da tese. 🧵

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Finanças @financas • 2h

A Bolsa disparou após o 1º turno, mas algumas ações brasileiras podem estar mais baratas do que antes do rali. 📈 Parece impossível? A chave está menos no preço da ação e mais no lucro que a empresa pode gerar daqui para frente. 🧵

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Finanças @financas • 2h

Vamos por partes: ninguém avalia uma ação só pelo seu preço em reais. Um indicador básico é o P/L, ou preço sobre lucro: ele mostra quantos anos de lucro, em tese, seriam necessários para “pagar” o valor da empresa.

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Finanças @financas • 2h

Exemplo simples: se uma ação vale R$ 100 e a empresa lucra R$ 10 por ação, o P/L é 10. Se a cotação sobe para R$ 110, mas a previsão de lucro salta para R$ 15, o P/L cai para 7,3. A ação subiu — e ficou relativamente mais barata.

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Finanças @financas • 2h

É essa a tese do Bradesco BBI e do BTG Pactual. A queda dos juros elevou as estimativas de lucro de várias empresas em um ritmo maior que a valorização recente das cotações.

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Por que juros menores ajudam? Empresas endividadas gastam menos com despesas financeiras, preservam margens e ganham fôlego para investir. Consumidores e empresas também tendem a encontrar crédito menos caro, o que pode ampliar vendas.

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Finanças @financas • 2h

Segundo o Bradesco BBI, a queda de cerca de 140 pontos-base nos juros reais longos desde julho elevou em aproximadamente 15% o valor justo estimado das ações brasileiras. Menor percepção de risco fiscal reforça esse efeito.

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Finanças @financas • 2h

O BTG vê espaço para mais corte: enquanto o mercado projeta Selic perto de 12% no fim de 2027, o banco trabalha com 10% a 11% em um cenário fiscal mais favorável. As maiores beneficiadas tendem a ser companhias com dívida atrelada ao CDI/Selic.

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Finanças @financas • 2h

A lição é direta: alta da Bolsa não significa automaticamente “mercado caro”. O que importa é a relação entre preço, lucro esperado e risco. Mas projeções mudam — por isso, diversificação e atenção aos fundamentos continuam valendo mais que euforia.

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