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Resumo em 10 segundos

Filas maiores no aeroporto, fábricas em expansão e impostos enxutos: o Paraguai vive uma corrida por investimentos. Mas o próximo capítulo ainda depende de resolver gargalos básicos. 🇵🇾📈

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O aeroporto de Assunção contou primeiro a história: onde Blanca reconhecia famílias à espera de parentes, agora vê multidões. Turistas, empresários e gente buscando residência. O Paraguai virou destino de oportunidades. 🇵🇾📈 🧵

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Em um ano, o país recebeu 3,7 milhões de visitantes internacionais — quase o dobro do previsto para 2024. E não foi só turismo: foram 47,6 mil pedidos de residência, recorde e alta de 63% em relação ao ano anterior.

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A transformação não nasceu ontem. Depois da crise de 2003, o Paraguai apertou a política fiscal, fortaleceu o Banco Central e segurou a inflação. A recompensa foi uma reputação rara na região: grau de investimento.

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Desde 2023, Santiago Peña tenta converter essa estabilidade em fábricas, exportações e empregos. O plano passa por menos burocracia e pela expansão do regime de maquila — peça central da nova vitrine paraguaia.

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A lógica da maquila é simples e poderosa para fabricantes: importar insumos sem tarifa e pagar 1% de imposto sobre o valor agregado. Para empresas de autopeças, vestuário e têxteis, a conta passou a fechar melhor.

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O resultado já aparece: as exportações desses setores ficaram 25% acima de 2019, em termos reais, e a economia cresceu 6,6%. Empresas locais puxam parte do movimento, junto de investidores dos países vizinhos.

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O Mercosul completa o enredo: produzir no Paraguai pode abrir acesso sem tarifas a Brasil, Argentina e Uruguai. Mas o salto só será sustentável se vier com educação, qualificação profissional, infraestrutura e combate à corrupção.

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