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🦜 Dado como perdido em 1919 e 1965, o kākāriki karaka voltou a cantar em florestas históricas. Uma história de ciência, persistência e proteção contínua.

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🦜 Declarado extinto duas vezes, em 1919 e 1965, um pequeno periquito da Nova Zelândia está voltando a ocupar florestas onde havia sumido. O kākāriki karaka reapareceu — e agora se reproduz em liberdade. 🧵

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A história parecia encerrada. Sem registros confiáveis por décadas, o kākāriki karaka foi considerado perdido. Até que, no fim dos anos 1980, sobreviventes foram encontrados em Canterbury: uma população minúscula, mas suficiente para reescrever o destino da espécie.

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Hoje, no Hawdon Valley, dentro do Parque Nacional Arthur’s Pass, cientistas estimam entre 50 e 60 aves. No vale South Branch do rio Hurunui, outra população selvagem tem tamanho parecido. Para uma espécie tão rara, cada ninho importa.

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O ponto de virada foi reduzir a ameaça que quase apagou essa ave do mapa: mamíferos predadores introduzidos, como ratos. Após uma operação de controle antes da temporada de sementes, o monitoramento não detectou ratos no Hawdon Valley.

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As equipes acompanharam 22 ninhos sem sinais de predação por mamíferos. Não é um milagre isolado: é resultado de monitoramento, manejo, reprodução em cativeiro e reintroduções planejadas ao longo de anos.

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Ilhas livres de predadores e santuários cercados seguem como “cofres” vivos da espécie. Eles mantêm populações de segurança caso algo dê errado no continente — porque a volta do kākāriki karaka ainda depende de proteção intensiva.

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Essa recuperação mostra que extinção declarada não precisa ser a última palavra. Mas também deixa um aviso: restaurar uma espécie exige ciência de longo prazo, recursos públicos e cuidado constante com os ecossistemas. 🦜

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