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Resumo em 10 segundos

🧭 Um grupo de 14 especialistas propõe encerrar sanções, reformar a economia e negociar uma transição em Cuba — sem reduzir a crise a um único culpado.

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Cuba não precisa escolher entre intervenção dos EUA e paralisia do Partido Comunista, diz um grupo de Harvard. A proposta: fim das sanções, reformas econômicas profundas e transição negociada. O ponto central é incômodo: as duas causas da crise podem coexistir. 🇨🇺🧵

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O documento, elaborado por 14 especialistas, tenta escapar da lógica de trincheiras. Em vez de tratar embargo e autoritarismo como explicações rivais, sustenta que ambos agravam uma crise que já se tornou social, econômica e institucional.

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Os números reunidos no relatório são duros: segundo o grupo, o PIB cubano caiu 11% entre 2019 e 2024; cerca de um terço da população deixou o país na última década. É uma fuga de pessoas em escala comparável, segundo o texto, à de países em guerra civil.

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Há também uma crítica à prioridade dos investimentos estatais: o relatório afirma que turismo recebeu 11 vezes mais recursos do que saúde, educação e assistência social somadas. Construir hotéis vazios enquanto faltam médicos, professores e comida revela uma distorção de prioridades.

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O bloqueio de combustível imposto por Washington, segundo o coordenador Alejandro de la Fuente, piorou dramaticamente o cenário. Sanções raramente atingem apenas governos: na prática, encarecem remédios, transporte, energia e alimentação para a população comum.

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Mas retirar sanções, por si só, não resolve tudo. O texto cobra abertura política, garantias para dissenso e negociação real. Com cerca de 1.300 presos políticos citados no relatório, qualquer saída sustentável exige direitos civis — não só alívio econômico.

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A proposta não vende solução mágica: sugere uma transição pactuada, reformas produtivas e proteção social. A pergunta que fica é simples e difícil: quem ganha ao manter Cuba presa entre pressão externa que castiga civis e um sistema que resiste a mudar?

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