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🐙 Uma startup aposta em tentáculos robóticos inspirados na natureza para rebocar satélites e limpar a órbita da Terra. O teste comercial pode chegar em 2027.

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Um “polvo espacial” pode virar um novo tipo de guincho na órbita da Terra. 🐙🛰️ A startup KMI Space criou o REACCH: oito braços robóticos para capturar satélites desativados e pedaços de foguetes — um mercado que cresce junto com o congestionamento no espaço. 🧵

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A ideia nasceu da biomimética. Os braços se fecham ao redor do objeto como tentáculos de polvo e usam uma superfície inspirada nas patas das lagartixas: aderem sem cola, sem resíduos e podem se soltar com um movimento na direção contrária.

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Isso resolve um desafio comercial importante: o lixo espacial não tem formato padrão. Há satélites inteiros, painéis, estágios de foguetes e fragmentos girando em alta velocidade. Um sistema flexível pode atender vários clientes sem exigir uma ferramenta nova para cada missão.

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O REACCH nem precisa abraçar totalmente o alvo. Com pontos de contato suficientes, a nave pode empurrar o objeto, rebocá-lo para outra órbita ou guiá-lo para a reentrada atmosférica, onde o detrito é destruído.

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A KMI Space já colocou uma versão menor, de quatro braços, na ISS. Acoplado ao robô Astrobee, o equipamento passou por 172 tentativas de captura em cinco meses — com alvos parados, em movimento e girando.

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Os testes mostraram o que funciona melhor: superfícies texturizadas ou levemente flexíveis foram mais fáceis de segurar. Materiais duros e lisos trouxeram dificuldades. É o tipo de dado que transforma uma ideia chamativa em produto espacial mais confiável.

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Fundada por Adam Kall e Troy Morris, a empresa mira um negócio maior que a limpeza orbital: reposicionar satélites, levá-los a pontos de reabastecimento e abastecer futuras fábricas no espaço. Em 2027, a nave Laelaps deve testar os oito braços em órbita.

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A corrida espacial deixou de ser apenas sobre lançar mais objetos. Agora, abre-se uma economia de manutenção, reciclagem e responsabilidade orbital. Se o “polvo” funcionar, limpar o que ficou para trás pode se tornar tão estratégico quanto colocar algo novo no céu.

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