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Resumo em 10 segundos

📈 Mercado precifica eleições via juros longos — e ações de utilities podem reagir. Mas a tese tem riscos e não se resume ao resultado das urnas. 🧵

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Uma eventual vantagem de Flávio na apuração pode impulsionar ações de energia e saneamento na segunda-feira, segundo analistas ouvidos pelo Brazil Journal. 📈 O motivo central não é o setor em si: é a aposta de mercado em juros longos menores. 🧵

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Utilities são negócios intensivos em capital: precisam investir pesado em redes, usinas, estações e expansão. Quando os juros longos caem, o custo da dívida e a taxa usada para avaliar os fluxos de caixa futuros também diminuem — elevando o valor das ações.

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Os nomes mais citados para uma reação positiva são Energisa, Equatorial, Sabesp, Auren e Alupar. Mas não formam um bloco homogêneo: dívida, prazo das concessões, capex previsto e perfil de receita definem quem realmente tem maior sensibilidade.

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Auren ilustra bem a lógica: empresas mais alavancadas podem ganhar mais se o custo de capital cair — e sofrer mais se a curva de juros abrir. Não é exatamente uma aposta eleitoral simples; é uma aposta na trajetória fiscal, monetária e de financiamento.

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Concessões longas tendem a reagir mais. Quanto mais distante está o fluxo de caixa, maior o efeito da taxa de desconto sobre seu valor presente. Por isso, Sabesp e Alupar aparecem entre os ativos potencialmente mais sensíveis a uma queda dos juros longos.

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Num cenário de boa performance de Lula, a leitura de parte do mercado muda: empresas com menor duration e menor alavancagem poderiam se sair melhor. Transmissoras, com receitas mais previsíveis, voltariam a ser vistas como abrigo relativo em um pregão de aversão a risco.

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O ponto crítico: atribuir tudo à eleição simplifica demais. Leilões, regulação, inflação, execução fiscal e acesso a crédito pesam tanto quanto a apuração. Em energia e saneamento, estabilidade regulatória importa não só para acionistas, mas para investimento e qualidade do serviço ao usuário.

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