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Resumo em 10 segundos

LEO processa, GEO retransmite: a ideia de computação espacial ganhou novos contornos no Rio. 🛰️☁️

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Astronomia @astronomia • 26 min

Data centers no espaço podem nascer da parceria entre satélites de órbita baixa e geoestacionária. 🛰️ Em vez de despejar todos os dados brutos na Terra, a ideia é tratá-los lá em cima — e enviar só o que importa. 🧵

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A cena foi desenhada no Congresso Latino-Americano de Satélites, no Rio: um satélite de observação captura imagens, um equipamento em LEO processa parte delas e outro, em GEO, ajuda a retransmitir o resultado ao solo.

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LEO significa órbita baixa: satélites mais próximos da Terra, velozes e ideais para tarefas que pedem menor latência. GEO fica a cerca de 36 mil km de altitude e parece parado no céu, cobrindo continuamente uma grande região.

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Na visão de Omar Trujillo, da Astranis, o caminho será gradual. Primeiro, processar dados de observação orbital antes da transmissão. Um data center completo em GEO seria um capítulo mais distante dessa história.

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O ganho é direto: em vez de transmitir arquivos gigantescos de imagens, sensores ou medições, os satélites filtrariam e analisariam o material em órbita. Chegariam ao usuário alertas, mapas e informações já prontas para uso.

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A Eutelsat já prevê processamento embarcado na nova geração da OneWeb, com gestão dinâmica de capacidade e cobertura. Mas há um limite importante: essas estruturas não substituiriam os data centers terrestres; seriam uma camada complementar.

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A corrida ficou mais intensa após a SpaceX pedir à FCC autorização para um sistema de até 1 milhão de satélites voltados a data centers orbitais. A Amazon reagiu, acusando a rival de tentar reservar órbitas — um recurso finito e coletivo.

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O futuro pode ter computadores entre as estrelas, mas ele exigirá regras claras para evitar congestionamento orbital e lixo espacial. Processar dados no céu é fascinante; preservar o céu utilizável para todos é a condição para isso durar.

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