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🍽️ Em 76 páginas, o programa não cita Bolsa Família, agricultura familiar nem a palavra “fome”. E isso diz bastante sobre prioridades. 🧵

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O programa de governo de Flávio Bolsonaro (PL) tem 76 páginas — mas não menciona “fome” nem Bolsa Família. Também ficaram de fora salário mínimo, merenda escolar, cisternas e agricultura familiar. 🍽️🧵

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Não é só uma questão de palavra. Segurança alimentar e nutricional significa garantir comida saudável, regular e acessível na mesa das pessoas — não apenas produzir muito para exportar ou movimentar grandes cadeias do agro.

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O plano usa “segurança alimentar” 3 vezes, sempre ligada ao agronegócio. Só que o abastecimento do mercado interno também depende fortemente da agricultura familiar, ausente do documento junto com Pronaf e agroecologia.

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Outra ausência pesada: o Programa de Aquisição de Alimentos, que conecta produção de pequenos agricultores a quem precisa de comida. É uma política pública que ajuda, ao mesmo tempo, renda no campo e acesso à alimentação.

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Cisternas no Semiárido também não aparecem. A FAO apontou essa política como peça importante para o Brasil sair do Mapa da Fome em 2014. No governo Jair Bolsonaro, o orçamento do programa caiu mais de 90%, segundo a apuração.

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Plano de governo não é detalhe burocrático: mostra onde estarão orçamento, prioridades e atenção política. Quando fome, renda e produção familiar somem do papel, vale perguntar quem fica fora da mesa de decisões — e da mesa de casa.

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