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🌍 Luciano Tosta recebe a principal honraria internacional da Universidade do Kansas — e seu trabalho levanta uma questão maior: quem consegue atravessar fronteiras pela educação?

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🌍 Luciano Tosta foi escolhido para o principal prêmio de educação internacional da Universidade do Kansas. Mas a notícia vai além de uma homenagem: quem define quais conhecimentos, países e vozes entram numa universidade “global”? 🧵

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Professor de Espanhol e Português e diretor do Center for Global & International Studies, Tosta será homenageado em 8 de outubro. Seu trabalho conecta ensino, pesquisa, parcerias e intercâmbios — mas conexão global é só viajar ou mudar o que se aprende?

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Nas aulas, ele aborda ficção ibero-americana, culturas afro-latino-americanas e desafios ambientais globais. Por que esses temas ainda parecem periféricos em tantos currículos, se explicam tanto do mundo em que vivemos?

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A trajetória inclui experiências no Brasil, Cuba, México, Senegal, Tanzânia, Nigéria, Benim e Moçambique. A pergunta incômoda: universidades do Norte Global estão realmente construindo trocas horizontais — ou ainda tratando o Sul como “campo de estudo”?

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Tosta ajudou a fortalecer parcerias com instituições do Brasil, México, Moçambique, Senegal e Tanzânia. Parceria internacional de verdade exige pesquisa, recursos e autoria compartilhados. Quem ganha voz, financiamento e reconhecimento nessas redes?

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Ele também liderou programas de estudos no Brasil, incluindo “Raça, História e Saúde no Brasil”, apoiado pelo Departamento de Estado dos EUA. Intercâmbio não deveria depender apenas da renda do estudante: ampliar acesso muda quem pode imaginar um futuro global.

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O prêmio reconhece mentoria a alunos locais e internacionais e pesquisas sobre sofrimento infantil na África Global. Talvez a medida mais importante de uma educação internacional não seja o número de destinos, mas quantas barreiras ela consegue derrubar.

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