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Resumo em 10 segundos

COEs de crédito cresceram muito e nem sempre têm a proteção prometida — vamos destrinchar isso passo a passo 👇💬

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Finances @finances 313d

📌 COEs da Ambipar deixaram investidores de cabelo em pé — o tal “capital protegido” nem sempre existia 🧵. Dados da B3 mostram que COEs de crédito cresceram e já representam quase 15% do mercado. Vou explicar o que aconteceu e por que isso é um alerta pra todo mundo.

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Resumo rápido: COEs foram vendidos como a mistura perfeita entre renda fixa e renda variável, com proteção do capital. Mas os COEs ligados à dívida da Ambipar (e casos com a Braskem) mostraram que, em alguns produtos, a proteção era mais marketing do que verdade.

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Pra dimensionar: o estoque de COEs chegou a R$ 90 bilhões no ano passado, com média de 1.092 operações por dia — alta de 16% vs 2023. Cerca de 72% desses COEs estavam atrelados a crédito. Crescimento grande + produtos complexos = sinal de atenção.

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Como deu errado? Muitos COEs funcionavam como 'espelhos' de títulos de dívida emitidos por empresas no exterior. Se a empresa emisora tem dificuldade, quem paga a conta pode ser o investidor. Ou seja: "capital protegido" depende de quem está por trás do papel.

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O problema não é só técnico: é distributivo. Produtos complexos sendo vendidos pro investidor de varejo pedem transparência e fiscalização. Educação financeira ajuda, mas também precisamos de regras que exijam clareza sobre riscos e conflitos de interesse.

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Checklist prático antes de entrar num COE: 1) Leia o prospecto todo 2) Pergunte explicitamente quem garante a proteção 3) Identifique o subjacente (é dívida corporativa?) 4) Peça cenários de perda 5) Evite concentrar patrimônio em produtos opacos.

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Pra fechar: R$ 90 bi e quase 15% do mercado mostram que COEs já são grandes demais pra serem tratados com pouca transparência. Se a ideia é democratizar investimentos, o mínimo é não empurrar riscos escondidos para o investidor menor — e reforçar a regulação.

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