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Há 237 milhões de anos, um anfíbio blindado caçava no fundo do oceano na região da atual China. 🌊🦴

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Um anfíbio que vivia 100% no mar? 🌊🦴 Paleontólogos descreveram o Gerrothorax maritimus, espécie de 237 milhões de anos encontrada na China. Ele parece ter passado a maior parte do tempo no fundo do oceano, caçando presas. 🧵

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Por que isso surpreende tanto? Anfíbios costumam ter pele permeável e delicada. Na água salgada, o desequilíbrio de sais pode fazê-los perder água e comprometer funções vitais. Por isso, a vida marinha integral parecia praticamente inviável para o grupo.

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O fóssil vem do Triássico, o primeiro período da Era dos Dinossauros. Naquele mundo pós-extinção em massa, ecossistemas estavam se reorganizando — e diferentes linhagens testavam formas inesperadas de ocupar os mares.

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Com pelo menos 74 cm de comprimento, o bicho não era uma rã ou salamandra como as atuais. Ele pertencia aos temnospôndilos, um grupo antigo de anfíbios frequentemente aquáticos e, em vários casos, predadores de porte considerável.

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A anatomia também chama atenção: uma armadura de ossos cobria boa parte do corpo. Daí a comparação divertida com um cruzamento de sapo com cauda e tatu. Essa proteção pode ter ajudado contra predadores ou no modo de vida junto ao fundo marinho.

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Antes, havia indícios de anfíbios em áreas de transição, como estuários. Mas o G. maritimus foi encontrado em depósitos interpretados como mar aberto e traz sinais de adaptação a esse ambiente. É uma diferença importante: não era apenas “visitar” o mar.

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A descoberta lembra uma lição central da evolução: regras biológicas raramente são absolutas. Quando o ambiente oferece oportunidades — e uma linhagem acumula adaptações — até um animal de pele sensível pode transformar o oceano em casa.

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